quarta-feira, 30 de março de 2016

Eu?

Sou muito mais que seus conceitos.
Vou além dos preconceitos.
Sou o pouco respeito, que seu cérebro pode armazenar.
Sou a lâmpada perdida em meio a escuridão.
Sou os passos que se cruzam na solidão.
Sou o que te provoca medo e coragem
Sou o reflexo da tua temida imagem,
que o espelho não consegue revelar...
Sou o frio e o calor,
um pouco de ódio e também de amor.
Sou o carinho que afaga, o desprezo que esmaga
quando decido que não vou mais lutar.
Sou o grito forte que ecoa,
o silêncio frio que magoa 
Sou a certeza cega que te guia,
o abandono em plena estrada em noite fria;
Quando percebo minha presença não valorizar.
Em poucas palavras devo dizer enfim:
_Sou tudo aquilo que você puder provocar em mim!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Tinha esquecido o quanto era dolorido pensar em desistir

O tempo passou e esqueci minhas próprias dores...

Mas tudo que é esquecido pode ser relembrado...

E lembrei...

E sentir que as feridas ainda estavam aqui me corroendo...

Então sentir novamente o que era...

DOR...

SOFRIMENTO...

TRISTEZA...

Quando pensei que tudo estava morto...

Lembrei que as coisas pareciam estar bem...

Mais só pareciam...

Na verdade os monstros apenas dormiam...

Os anos se passaram e ainda tento enxergar as coisas como eram...

Porém não sei se eram daquela forma ou são do jeito que estão agora...

Temos que ser passivos com as pessoas e não tentarmos vê-los como “santos”...

Por que no fim sempre vamos encontrar...
Mentiras ocultas...

Vidas duplas...

Felicidades distantes...

Por mais que façamos as coisas para agradar outras pessoas, só fazemos para agradar a nós mesmos...

Quando tudo aquilo que te faz sofrer estiver à beira de um abismo...

Espere que elas se atirem e morram, pois quando chegar a essa conclusão será porque você já tentou demais e sentou sem saber se para descansar ou desistir

segunda-feira, 28 de março de 2011

Será Inutil...


Se em minha vida não ajo como filha de Deus...

Será inútil dizer: Pai nosso.

Se os meus valores são representados pelos bens da terra...

Será inútil dizer: que estais no céu.

Se eu penso apenas em ser cristão por medo,superstição,comodismo...

Será inútil dizer: Santificado seja o vosso nome.

Se acho tão sedutora a vida,cheia de supérfluo e futilidades...

Será inútil dizer: venha a nós o vosso reino.

Se no fundo o que eu quero e que todos os meus sonhos se realizem...

Será inútil dizer:seja feita a vossa vontade.

Se prefiro acumular riquezas,desprezando meus irmãos que passam fome...

Será inútil dizer: pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Se não me importo de ferir,oprimir e magoar os que atravessam o meu caminho...

Será inútil dizer: perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos aqueles que nos tem ofendido.

Se escolho o caminho mais fácil que nem sempre e o caminho de Deus...

Será inútil dizer: não nos deixai cair em tentação.

Se por minha vontade procuro os prazeres materiais e tudo o que e proibido me seduz.será inútil...

Dizer:livrai-nos do mal.

Se sabendo que sou assim,continuo me omitindo e nada faço para me modificar...

Será inútil dizer: Amén

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Apenas um pouco de vida


A boca cala
E engole seco a saliva
Que não existe
O coração se fecha e
Finge não bater forte
Os olhos desviam
E procuram por cores
Que apaguem o negro
Deitado ali no chão
Imundo, quase morto
Quase ninguém vê
A suplicar uma esmola
Um pedaço de vida...

Todo mundo se acostuma


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ver vista que não sejam as janelas ao redor. E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, se esquece do sol, se esquece do ar, esquece da amplidão.
A gente se acostuma a acordar sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E não aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: “hoje não posso ir”. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisa tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que se deseja e necessita. E a lutar para ganhar com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar nas ruas e ver cartazes. A abrir as revistas e ler artigos. A ligar a televisão e assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição, às salas fechadas de ar condicionado e ao cheiro de cigarros. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam à luz natural. Às bactérias de água potável. À contaminação da água do mar. À morte lenta dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter galo de madrugada, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta por perto.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta lá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem muito sono atrasado.
A gente se acostuma a não falar na aspereza para preservar a pele. Se acostuma para evitar sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida.
Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Tudo errado!!!

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria
Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Sonho...

Eu queria te mostrar o mar, sabia?
Sonhei te conduzindo pela mão, com os pés descalços na areia quente,
passando pela multidão como quem meramente passava.
Eu sonhei com o brilho dos teus olhos deslumbrados com a imensidão das águas.
Desejei te ver provar, somente para ter certeza de que era realmente salgada.
É como se eu pudesse sentir seu sorriso bôbo e contido. A alegria de quem descobre a imensidão dos mistérios que se esconde ao mar.
Eu desejei sentar-me à beira do fim do impulso da última onda.
Desejei te mostrar o pôr do sol; o vôo das andorinhas, a brisa perfumada que
"imenso das águas" disfere para saudar a lua.
Eu desejei uma fogueira e um violão; desejei fazer-te uma canção.
A melodia que nunca se cantou!
Desejei dormir e acordar do teu lado, preparar nosso almoço...
Desejei apresentar-me imponente, somente para te convencer a lavar toda a louça depois da refeição.
Eu sonhei com nossos dias; e em meus sonhos, eles eram infinitos.
Sonhei te desejar por toda vida...e quando não houvesse mais vida,
que ainda assim sustentasse o desejo!
Uma pequena forma de, mesmo estando ausente, na força do pensamento se fazer presente...
Um pedacinho de meras recordações.
Eu sonhei com teus passos solitários na areia.
Buscando no reflexo da lua e no balanço das águas o silêncio que guardei no primeiro encontro à beira mar.
Sonhei com tua risada sarcástica, quando eu votava e decidia que hoje seria seu dia de cozinhar.
Desejei o balanço da rede na varanda arejada...Teus cuidados em dias ruins...
Desejei brigar, só para ficar de bem mais tarde.
Eu sonhei que você era um sonho bom.
Sonhei que nosso sonho não teria fim...
Sonhei que nossos planos eram os melhores,
nossos projetos os mais inusitados,e nossas alegrias,
a melhor de todas as alegrias.
É...eu sonhei, desejei, planejei e quando acordei...Não vi vc aqui!
Vou dormir mais um pouquinho... abraçar meu travesseiro magrelo e;
se depender do meu desejo, neste novo sonho eu te beijo...
em um novo cenário, bom para te sonhar!
É...eu sonhei!